A pesquisa global e as equipes de desenvolvimento avançado da Philips Healthcare, juntamente com investigadores clínicos de todo o mundo, estão analisando uma forma de reforçar as capacidades de diagnóstico de CT em uma nova área de investigação conhecida como CT Espectral.
Como qualquer criança com um prisma pode demonstrar, a luz branca consiste de um espectro de cores. Em outras palavras, a luz branca é policromática. O feixe de raio x usado em tomógrafos também é policromático. Os avanços na tecnologia do detector de CT agora podem aproveitar as vantagens da natureza policromática do espectro do raio x ao criar imagens de CT. Nosso objetivo é usar as informações adicionais inerentes a todo o espectro de um feixe de raio x para aumentar a importância clínica da tomografia. Uma série de áreas clínicas em potencial já foi identificada e revela um futuro promissor.
Com a tecnologia do protótipo de detector da Philips*, o CT espectral já consegue melhorar a discriminação dos tecidos, o que facilita a diferenciação entre materiais, como os que contenham cálcio e iodo, que podem parecer semelhantes nas técnicas monocromáticas tradicionais de CT. Ele também pode aumentar a precisão do diagnóstico em várias aplicações clínicas, como melhorar a conspicuidade e a detecção de pequenos vasos associados à embolia pulmonar subsegmentar.
A divisão do feixe de raios X nas energias - ou espectros - que o compõem por meio da tecnologia avançada de detecção é o segredo da abordagem da Philips em CT espectral. O sistema de detecção de dupla energia descrito acima está em operação clínica desde 2005. Sistemas mais avançados de detecção de contagem de fóton ou multienergia operam como protótipos. Observação: A separação das camadas de detecção serve apenas para fins ilustrativos. Na realidade, as camadas do detector estão em contato físico, uma com a outra.
O CT Espectral também pode ter outras vantagens. Os pacientes poderão se beneficiar não só com as imagens que facilitam o diagnóstico mais confiável, mas com a possibilidade de diminuição da dose de radiação. O uso das informações espectrais para criar imagens virtuais sem contraste pode eliminar as tradicionais aquisições sem contraste em alguns estudos. A eliminação dessas imagens sem contraste também pode representar um benefício econômico, pois reduz o tempo do exame e pode levar ao aumento do número de pacientes atendidos.
Outro importante benefício clínico e econômico é que o CT espectral, hipoteticamente, aumenta a sensibilidade da aquisição de imagens a agentes de contraste, permitindo a detecção de concentrações mais baixas (mais localizadas) e diminuindo o volume injetado. A melhoria da sensibilidade do CT com baixas quantidades de agentes de contraste pode permitir a utilização de novos tipos de contraste, possibilitando que a tomografia forneça informações moleculares e fisiológicas.
Conforme se expande o número de aplicações clinicamente úteis, a promessa do CT espectral para o diagnóstico simplificado e orientação terapêutica cresce. Atualmente, a maioria dos especialistas concorda que estamos apenas começando a entender todo o seu potencial.
Para saber mais, clique aqui para solicitar o documento técnico intitulado “Exploring the Spectrum: Advances and potential for Spectral CT”. Esse documento fornece uma breve visão geral dos princípios do CT espectral, debate quatro técnicas para aquisição de dados de CT espectral e resume várias descobertas, avanços e aplicações do mesmo.
* Trabalho em desenvolvimento - disponibilidade comercial e aprovação regulamentar pendentes.